Interligados#1 - Capítulo 25

Aden retirou suas adagas, empurrou Dmitri e abri caminho no meio da festa. Victoria ficou com ele a cada passo, de cabeça erguida. Isso o fortaleceu. Ela poderia ter ficado envergonhada de ser vista com um humano, mas não. Inclusive havia dito a seu prometido que se afastasse. Um prometido que se encontrava a poucos passos atrás deles.

O resto dos vampiros chegou a Aden, tentando tocá-lo de alguma maneira, talvez sentindo a atração de sua energia. Ele empurrou-os de lado.

Quando mais se aproximava de Ozzie, mais Ozzie tencionava-se contra os laços que o amarravam, faminto por carne humana. Negra saliva logo cobria a mordaça em sua boca e escorria pelos lados de seus lábios. Aden sabia que Mary Ann estava observando-o, desejando que ele libertasse o garoto, o humano inocente, mas não podia. Ele só podia levantar sua adaga e atacar.

O corpo de Ozzie estremeceu quando a cabeça foi separada, então ficou imóvel.

Mary Ann gritou de horror.

Os vampiros em volta dele riram.

O que Victoria estava pensando?

“Como eu disse, meu pai irá castigá-lo por isso,” disse a Dmitri com silenciosa fúria. Pelo menos ela não estava furiosa com Aden.

Dmitri sorriu. “Eu não teria tanta certeza. Você irá descobrir que muitas coisas mudaram neste dia, princesa.”

Seu divertimento deu a ela uma pausa, destruindo parte de sua confiança. “O que você quer dizer?”

“Você verá.”

Aden podia não gostar de Ozzie, mas não desejaria tal fim para ele. Para ninguém. Até mesmo Tucker. Ele tinha a sensação de que Mary Ann sentia a mesma coisa, apesar da traição de Tucker. Mas isso é exatamente o que aconteceria se esta noite continuasse como havia começado.

“Vamos ao que interessa,” Dmitri disse, passando ao lado de Aden. Aden sentiu o calor que emanava dele, mas isso não o energizava da maneira como Victoria fazia. “Seu humano tem que repor. Eu avisei a ele. Liberte uma comida e converta-se em uma. Guardas,” ele chamou, olhos estreitando-se, humor esvaindo-se. “Detenham a princesa para que eu possa cuidar de nosso convidado.”

Vários vampiros deram um passo para frente, mas pararam quando Aden e levantou suas, agora, lâminas gotejantes, colocando a ponta na garganta de Dmitri. Ele sabia que isso não machucaria o vampiro, não naquele lugar, mas um simples giro de seu pulso e poderia cravá-la no vulnerável ouvido de Dmitri.

“Toque-a e você morrerá por minha mão.”

“E meus dentes,” Riley acrescentou. Ele estava aproximando-se rapidamente, Mary Ann atrás dele, parando apenas quando ele se aproximou de Victoria. “É meu dever proteger a princesa e não deixarei que nenhum mal aconteça a ela. Mesmo pelas mãos de seu noivo.”

EEllee ddeeiixxoouu ooss iirrmmããooss ppaarraa ttrrááss ppaarraa pprrootteeggeerr sseeuuss aammiiggooss nnoo rraanncchhoo ee oo ppaaii ddee MMaarryy AAnnnn, Elijah disse. EEllee eessttáá ssoozziinnhhoo.. EE eessttee,, mmeeuu ggaarroottoo,, éé oo ffiimm qquuee sseemmpprree tteemmii ppaarraa vvooccêê,, oo mmaall qquuee vvooccêê nnããoo ppooddee eessccaappaarr.. VVooccêê ssoozziinnhhoo sseerráá ffoorrççaaddoo aa lluuttaarr ccoonnttrraa oo mmoonnssttrroo aaoo sseeuu llaaddoo.

VVooccêê nnããoo ppooddee ddeeiixxaarr--ssee sseerr mmoorrttoo eessttaa nnooiittee, Caleb disse. VVooccêê tteemm uummaa rreeuunniiããoo ccoomm aass bbrruuxxaass ppaarraa aassssiissttiirr.

“Eu não vou morrer. Não desta forma.” Isso, pelo menos, ele sabia. Ainda lhe faltavam àquelas três cicatrizes do lado. Mas isso não significava que ele não demoraria em estar rezando pela morte.

“Sua confiança está fora de lugar, humano.” Foi a resposta irritada de Dmitri.

OOddeeiioo ddiizzeerr iissssoo,, mmaass aacchhoo qquuee eessttaammooss ffooddiiddooss,, iirrmmããooss, Julian disse. TTaallvveezz nnããoo vvaammooss mmoorrrreerr,, mmaass pprroovvaavveellmmeennttee iirreemmooss ddeesseejjaarr iissssoo.

Eles estavam na mesma página, pelo menos.

Eve teria reassegurado seu êxito, pensou de repente e quis gritar. Afortunadamente, os guardas não se moveram de novo. Os outros vampiros observavam seriamente, inclusive sorridentes, talvez pensando que isto era só outro dos espetáculos da noite.

“Meu pai...” Victoria começou, mas Dmitri a deteve com um sorriso.

“Oh, não disse a você?” Ele estendeu os braços e se virou. “Permita-me corrigir meu equívoco. “Todo mundo, se puder ter vossa atenção, por favor.” Todos os olhos viraram para ele. “Bem-Vindos, amigos, a está magnífica ocasião. Estou certo de que estão se perguntando onde o convidado de honra está. Aí de mim, embora eu hesite emitir uma cortina de fumaça sobre esta esplêndida festa, tenho notícias trágicas para compartilhar. Todos vocês sabem quão fraco tem estado Vlad desde seu precoce despertar.”

Não, Aden pensou, sentindo o que estava por vir. Não, não, não.

Um tremor sacudiu Victoria.

“Todos vocês sabem que, mesmo debilitado como estava, ele ainda era um soldado formidável. Mais forte que a maioria de nós. Bem, a maioria de vocês. Mas não,” disse cravando em Victoria um olhar obscuro, “eu.”

Ela trocou de um pé para o outro, parecendo à princesa perdida que estava representada nessa fantasia de veludo. “O que está dizendo?”

“Estou dizendo que a decisão dele de permitir que seu lixo humano vivesse estava errada. Estou dizendo que ele deveria ter tido um melhor controle sobre você, para quem não pode controlar sua própria filha não tem o direito de reinar sobre toda uma raça de vampiros. Estou dizendo... que ele está morto. Morto por minhas mãos, nesta manhã.” Seu tom era cheio de satisfação enquanto murmúrios e choros enchiam o recinto. Por cima dos sons, no entanto, houve um gemido de Victoria.

“Não. Não!”

Sim, Aden pensou, e eu o ajudei. Eu despertei Vlad. Eu o debilitei. Victoria iria odiá-lo quando percebesse isso?

“Agora, segure o coração, princesa. Ele lutou como o Rei que era e quase me venceu. Mas no final, ganhei. E como seu conquistador,” Dmitri disse, mais orgulhoso que nunca, “eu reclamo tudo o que era dele. Seu povo. Sua filha – que sempre esteve destinada a ser minha noiva. Eu Sou o Rei. Agora eu controlo você. Uma nova era começou!”

Victoria deu uma sacudida violenta com a cabeça.

“Deveria provar isso?” Dmitri bateu as mãos e dois vampiros surgiram do lado da casa, carregando um divã decorado de jóias. Em cima dele havia um corpo enegrecido de fuligem, suas feições irreconhecíveis. Havia três anéis na mão esquerda, todos similares ao de Victoria, e uma coroa no topo da embaraçada cabeça calva.

“Não,” Victoria disse sem fôlego. “Pai.”

Gritos de fúria elevaram-se, mas muito poucos, para surpresa de Aden. A maioria dos vampiros aplaudiu e encorajou.

“Sempre admirei seu pai,” Dmitri disse, “mas como todo guerreiro digno, eu admiro mais o poder. Vi minha oportunidade e ataquei. Prefiro pensar que Vald teria entendido. E um dia, quando você tiver esquecido tudo sobre seu lixo humano, até mesmo irá me agradecer. Você precisa de uma mão forte para guiá-la, Victoria, e Vlad não estava concedendo isso.”

“Você... Você...” nada mais parecia passar através de seus dentes rangendo. Ela estava furiosa, sim, e talvez em estado de choque. Quanto tempo até que o desespero lhe golpeasse e ela desmoronasse?

“Levem-nos, a todos menos o garoto,” Dmitri disse, e os guardas avançaram. Antes que Aden pudesse reagir, Victoria foi arrancada de seu lado. Riley, Mary Ann e todos aqueles que protestaram, também foram agarrados à força. Eram muitos soldados, superavam seus amigos.

Mesmo assim. Ele pulou para a briga. Cada um deles lutou com todas as forças que possuíam. Lutaram e lutaram bem, e por um momento, parecia que iriam ganhar. Mas ninguém conseguiu escapar. Nem mesmo quando Riley se transformou em um lobo, mordendo e arranhando. Ele simplesmente não podia cortar a dura pele de vampiro.

Aden usou suas adagas, mas de novo, elas não podiam atravessar aquela pele. Não lhe importava. A determinação era como fogo em seu sangue, ardente e verdadeiro. A noite não terminaria com derrota. Não para ele, e não para seus amigos. Ele não permitiria isso.

Ele estava ofegando quando se virou para Dmitri. “Vamos resolver isto. Você e eu. Aqui e agora. O vencedor leva tudo.”

Dmitri sorriu lentamente enquanto Victoria gritava uma negativa. Seus guardas a mantinha imóvel, se não ela teria retornado para o lado Aden, ele tinha certeza disso. “Esperava que dissesse isso, humano.”

Antes que Aden pudesse piscar, o vampiro estava sobre ele. Com os membros entrelaçados quando caíram em frente à mesa, golpeando-a e o corpo de Ozzie caiu ao chão fazendo um grande barulho. Aden perdeu uma de suas adagas. Eles rolaram, o vampiro caiu contra o piso, procurando sua garganta. Graças a Deus pela armadura, pois ela parou aqueles dentes afiados de deixarem sua marca.

Com os braços livres, Aden cravou a adaga que ficou no olho de Dmitri. A ação foi inesperada, por isso não houve nenhuma tentativa de detê-lo. Seu inimigo soltou um som profano, sangue derramando, brilhante e efervescente, e Aden se encolheu, provavelmente seus tímpanos também sangravam. Algo desse sangue gotejou dentro de sua garganta e ele cuspiu automaticamente. Mas mesmo assim algumas gotas teimaram em passar por sua garganta. E lhe queimou, oh, se queimou.

Às cegas, Dmitri arrastou suas garras pelo rosto de Aden. A pele e o tecido se abriram, o sangue corria, e ele soltou um grito de dor. Os vampiros ao seu redor respiraram profundamente, coletivamente, provavelmente saboreando tanto seu sangue humano como o sangue vampiro de Dmitri, e se aproximaram para um prova.

O sangue que ele engoliu, mesmo a pouca quantidade que deve ter sido, devia estar trabalhando nele, porque logo essas feridas deixaram de doer. Mas antes que pudesse levantar-se e atacar, Dmitri estava sobre ele mais uma vez, a adaga se foi e estava fora de alcance, dentes mordendo seu rosto, mordendo sua armadura, em busca de pontos fracos. Aden colocou as pernas entre seus corpos e o empurrou. Fraco como Dmitri estava agora, o vampiro voou para trás.

Aden ficou de pé, e se lançou sobre ele. Percebendo isso, Dmitri girou seu braço, garras movendo-se debaixo da armadura e a seu lado. Cravando-se na pele. Queimando músculo e osso. Chiando de dor, Aden caiu. Encontrou a adaga jogada e a agarrou. De pé segundos depois, esquivou-se de outro golpe à esquerda e avançou a adaga no ouvido de Dmitri. Houve outro grito demoníaco, com este sua cabeça quase explodiu.

Dmitri se sacudiu, debatendo-se, arranhando o agarre de Aden. Logo não ficou pele alguma na mão de Aden, mas Dmitri não parou; continuou lutando, sacudindo-se. Aden tinha que terminar com isso. Logo. Como matar um vampiro? Como Victoria lhe contou uma vez, a conhecida estaca no coração não funcionaria, porque uma estaca não podia atravessar sua pele. Só o Je la nune era capaz – o Je la nune! Pensou. Sim.

“Victoria!” Ele gritou.

Ela sabia o que ele queria, soltou seu braço de um puxão e lhe lançou seu anel. Ficou muito pouco do líquido de dentro, mas ele conseguiu deslizar a adaga de Dmitri.

“Isso é tudo o que você tem? Aden zombou. “Pensei que era mais forte. Pensei que você fosse...”

Tal como queria, Dmitri o golpeou com as costas a mão e ele saiu voando. Mesmo esperando isso, doeu, quase deslocando a mandíbula. Ele não se levantou, esperou, permitindo que o líquido no anel de Victoria corresse pelo metal. Não teve que esperar muito. O enfurecido vampiro se lançou para ele, perto, muito perto... Aden deixou que o peso e a força do impulso de Dmitri fizessem o resto.

A pele do vampiro de desfez instantaneamente, a prata cravando-se em seu coração.

Houve mais gritos quanto Dmitri lançava-se contra ele, gritos tão cheios de dor, tão agonizantes que a alma de Aden se encolheu. Então os gritos cessaram e o corpo deixou de se mover.

Enquanto os vampiros ao redor ofegaram horrorizados, Aden removeu a cabeça antes que o corpo pudesse curar-se e caiu de costas ofegando, suando, sangrando. Os ofegos se converteram em gemidos, depois em murmúrios de descrença e raiva. Depois só houve silêncio incrédulo.

“Aden,” Victoria chamou, tentando se libertar.

“Soltem-na,” ele disse aos guardas, nem sequer tinha força suficiente para levantar o olhar para eles. De qualquer jeito não teria importado. Estava tão enjoado que estava perdendo a visão a cada segundo que passava.

Um momento depois, ele foi o único que ficou incrédulo. Eles obedeceram sem protestar, e Victoria correu para seu lado, o rosto dela inclinando-se para ele. Ela usou uma das unhas ainda molhadas para cortar-se o pulso e o sustentou em sua boca. Desta vez, ele nem sequer pensou em recusar. Sem seu sangue reparador, ele cairia, destroçado, vulnerável diante dos que estavam ao seu redor, deixando igualmente vulneráveis seus amigos.

O sangue dela era mais quente que antes enquanto juntava-se ao sangue de Dmitri, queimando-o, consumindo-lhe, matando-o, ajudando-lhe a levantar-se de entre as cinzas de seu antigo eu, renovado e mais forte. Em poucas horas, veria o mundo através dos olhos de Victoria. E quanto a Dmitri? Agora que o vampiro estava morto, provavelmente não teria nada para ver.

Suspeitava que teria de esperar e descobrir. Agora havia coisas mais importantes com que se preocupar.

“Lamento por seu pai,” ele disse a Victoria, aproximando-se e acariciando sua suave bochecha. O enjôo estava passando e agora podia ver quão pálida ela estava. Mais do que o normal.

“Obrigada.” Ela estava tremendo, embora não tanto como antes da batalha. “Mais eu estava mais preocupada com você. Dmitri é – era – um vampiro guerreiro e você, bem, não é. Só estou feliz que esteja bem. Pensei que tivesse perdido você.”

Um movimento atrás dela chamou sua atenção. Os vampiros agora estavam inclinando-se em sua direção.

Ele franziu o cenho e sussurrou, “Uh, Victoria. O que eles estão fazendo?”

Ela os olhos e fez uma careta. “Com a morte do meu pai, Dmitri se tornou Rei. Mas você acaba de matar Dmitri, isso significa...”

“De modo nenhum.” Forte agora, ele ficou de joelhos e sacudiu a cabeça. “Absolutamente de modo nenhum.”

“De todo modo, Sim. Meu Rei.” Riley se ajoelhou e abaixou a cabeça, assim como os olhos. Só Mary Ann ficou de pé. Ela tinha as mãos na cintura e olhava os vampiros com desgosto. “Agora nos vivemos para servi-lo.”

Ridículo. “Levante-se Riley e deixe de agir dessa forma. Vá libertar Tucker.”

“Sim, meu Rei,” Riley disse, apressando-se a fazer o que ele disse. Isto era muito estranho. Riley estava obedecendo apesar de odiar Tucker. Aden deveria ter ficado satisfeito. Qualquer um estaria, ele tinha certeza. Ao invés disso encontrou-se gritando.

“Parem com isso!” Ele não queria que seus amigos o tratassem diferente, e certamente não queria controlar o destino daquelas pessoas. Pessoas que ele não conhecia, uma raça do qual sabia pouco.

“Aden,” Victoria disse.

Sua atenção retornou para ela e ele tomou o rosto dela em suas mãos. “Seja honesta comigo. Você está bem? Eu nunca quis a morte de seu pai sobre você, mesmo se isso significasse perdê-la.”

“Eu sei que você não queria isso,” ela disse suavemente. “Eu não era próxima de meu pai, mas o respeitava e vou chorar sua morte. Mas através de meus longos anos, tenho visto morte atrás de morte. Perdido um ente querido atrás de ente querido. Eu sei que minha tristeza passará.” Ela afastou uma mecha de cabelo da testa dele. “A única coisa que eu não poderia viver sem, é você. E agora, você pode libertar minha mãe de seu confinamento. Você pode invocá-la, trazê-la aqui.” Cada palavra trouxe um sorriso mais brilhante.

A única coisa que eu não poderia viver sem, é você. Palavras que ele poderia apreciar. E quanto à mãe dela, absolutamente. Ele não era um Rei, pelo amor de Deus, mas faria o que fosse necessário para reunir mãe e filha. Suponho que era um novo passatempo seu.

Ele se levantou, arrastando Victoria com ele, depois fez uma careta e agarrou seu lado. Claramente, nem todas as suas feridas estavam curadas.

Ela franziu o cenho, instantaneamente preocupada. “O que há de errado?”

“Eu fui cortado e não sabia.”

Com o cenho franzindo, ela o ajudou a sair da armadura. Enquanto isso, os vampiros permaneceram ajoelhados. Esperando sua ordem para se levantarem? Ele não estava aponto de emitir uma, não é que ele acreditasse que lhe escutariam. Ele, Rei? Por favor. Até que aprendesse mais sobre eles, e como tratariam Victoria – Afinal de contas, ela o tinha trazido, o assassino de Dmitri, para a festa... Ele iria manter distância.

Quando ficou livre da armadura, Victoria levantou a borda de sua camisa. O olhar horrorizado dela ergueu-se para ele. “Oh, Aden. Eu sinto muito.”

“O que é?” Ele olhou para baixo, sem saber o que esperar – e assim foi quando os viu. Três cortes no seu lado direito. Profundo, vermelho e em carne viva.

Com os olhos bem abertos, ela cobriu sua boca com as mãos. “Dmitri devia ter o líquido em suas mãos quando te arranhou.”

“O que isso significa para mim, um humano?”

Ela engoliu em seco. “Aden, você vai ficar com cicatriz.”

Isso é tudo? Ele sorriu. “Isso não me preocupa, juro. Eu tenho muitas... cicatrizes.” A última palavra saiu em um sussurro. A compreensão surgiu. Três cicatrizes no seu lado direito. Exatamente com a visão de Elijah lhe deu de sua morte.

“Oh, Aden!” Ela lançou seus braços ao redor dele e o segurou fortemente. Ele não podia ver o rosto dela, estava enterrado em seu pescoço, mas sabia que ela estava chorando, quentes gotas aterrissavam em seu ombro.

Sua morte estava muito próxima.

“Quanto tempo nos resta?” Ele perguntou.

OOxxaalláá eeuu ssoouubbeessssee, Elijah disse.

Um ano talvez? Talvez meses. No entanto será logo. Ele engoliu o nó em sua garganta.

“Tudo ficará bem,” ele disse a Victoria, e desejou acreditar nisso. Por enquanto, no entanto, faria o que fosse necessário para tornar isso realidade. “Nós temos muito que fazer antes que eu morra. Temos uma fada para expulsar do rancho. Talvez Shannon possa ajudar com isso. Temos uma reunião de bruxas para assistir...” Porque de jeito nenhum iria permitir que seus amigos morressem por perdê-la, “... uma cidade para salvar de criaturas famintas de carne, e almas para liberar.”

Sua princesa vampira sorriu lentamente. “Você tem razão. Tudo ficará bem. Eu nunca acreditei nisso antes de hoje, mas agora vejo que tudo é possível.”

Eles se levantaram e Mary Ann e Riley se uniram a eles, Tucker apoiado em um dos musculosos braços de Riley.

“Obrigado, obrigado, dói tanto, obrigado,” Tucker balbuciou. “Dói, dói, obrigado.”

“Só certifique-se de aproveitar esta segunda chance de vida,” Mary Ann disse enquanto Riley envolvia seu braço livre ao redor da cintura dela. “Está na hora de consertar seus atos. Você vai se tornar pai.”

Só o tempo poderia dizer se ele aceitará o conselho ou não, Aden refletiu. Só o tempo revelará o que aconteceu a todos eles. E só o tempo dirá como a vida de Aden mudará agora que está supostamente no comando de uma sociedade inteira de vampiros. Não que tivesse algum plano para governar.

Seu olhar passou para seus amigos e ele assentiu com satisfação. Em reverência.

Ele tinha começado essa viajem em um cemitério, sozinho exceto pelas vozes em sua cabeça, e agora estava começando a próxima com amigos ao seu lado. Um cara não poderia pedir mais que isso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Interligados#1 - Capítulo 23

Aden Stone e a Batalha Contra as Sombras

Harry Potter e o Cálice de Fogo - Capítulo 37